"E, todavia, pesa-me, como uma pata de violência, a realidade da pessoa que somos. Há muita coisa a arrumar, a harmonizar, muita coisa, ainda, a morrer".
Vergílio Ferreia
"Não tínhamos, propriamente, amor pela vida, mas, ainda assim, queríamos viver."
BUKOWSKI,  Charles. Ao sul de lugar nenhum. 

(Source: ovelhosafado, via anarquismos)

"Me deixa usar
O pé pra equilibrar
Aquela mesa bamba
Que você aposentou
Há mais de um mês

Me deixa ser
A sua estátua
De jardim,
O seu cabide de casacos,
Só não me tira de vez
Da sua casa"
— Clarice Falcão 

(Source: companhiadaspalavras, via dearwoman)

"Não subestime ninguém. Trate sempre com respeito. A vida é uma dança das cadeiras. Um dia sentando; noutro, de pé."
Fabrício Carpinejar. 

(Source: companhiadaspalavras, via dearwoman)

"Que o tempo me tire tudo, menos você. Que o tempo leve todas as lembranças ruins, mas que deixe você. Que o tempo esqueça de fazer florescer, mas que lembre de deixar você. Que o tempo consiga aprimorar e melhorar todos os pensamentos dos hipócritas, mas que deixe você. Que com o tempo, as pessoas aprendam a enxergar a vida e os problemas de forma diferente. Que o tempo esquente o café, mas que não esqueça de deixar você pra tomar junto comigo. Que o tempo separe um tempo pra nós dois. Eu e você. Que o tempo dê um tempo pra você me amar, e que esse tempo seja rápido. Que o tempo, com o tempo, aprenda a não levar você e de vez em quando, trazer. Que o tempo, apesar de bruto, aprenda a curar e não somente ferir. Que o tempo, apesar de tudo, não passe rápido… Porque apesar das dores, é bom estar com você."
Alugue Felicidade.       

(Source: aluguefelicidade, via garoto-de-mochila)

"Quando você me tocou pela primeira vez meu corpo se incendiou de uma maneira que nem a mais fria das palavras pode apagar."
— Niele Medeiros 

(Source: entrelinhasvermelhas)

Ela falou: Você tem medo.
Aí eu disse: Quem tem medo é você.
Ela me disse: Eu não sei mais o que eu sinto por você. Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo.

Marte em Aquário ou Febre do Rato

zaluzejos:

 
     Ele me disse que a linha da vida era profunda, caminhando até o monte da Lua, numa conversa aleatória e simples. Desde então, a sacada que ninguém mais poderia arrancar de mim era a de que um simples apertar de mãos desviaria meu astro do seu curso natural. Era o meu ego que havia se formado.
 
     Mas ele ainda deitava sobre meus seios e permanecia lendo em voz alta, como quem não quer nada de mim. Como quem não se importa se é real. Como quem gosta dos sabores intoleráveis e das desilusões intragáveis.
  
“Pobre e amputada humana cujos olhos morreram na infância.
Preparada para o mundo de pupilas retraídas às avessas.
Oh, eu já havia caído dentro da tempestade de palavras e imagens
para sempre sugada pelo redemoinho descontrolado
de minha lucidez.
Nasci no tempo de hegemonia do olhar
pois estamos sós e impermeáveis,
nos afastando pouco a pouco
cisco a cisco
da essência da vida.
Encantados com o reconhecimento do espelho
sem a malícia de agarrar com unhas e dentes
os cheiros, os sons
os sentidos que realmente nos encaixavam com a alma das coisas.
Deixemos do lado de fora tudo aquilo que nos bloqueia,
o que nos dá percepção do que é alheio
deixemos junto ao mofo.
Estamos absortos em nossa própria imagem,
sem a decência de usar as pálpebras para sonhar.”
 
     Depois ele se ajeitava por cima de mim. Já havíamos aprendido a dominar a falta. O meu pulso, o meu pulso que era rígido, mas de pele fina, ainda tinha a veia pulsando azul. Como quem bebeu da leptospirose poética e desprezada. Uma inquietação, uma ânsia, um toque de psicose. O livro que pairava aberto sobre minha barriga.
 
“Mas quando te olho”
Ele continuava.
“Quando o oceano da tua íris
desfragmenta-se em tons pastéis
como se fossem favos
escravizados na mandala do teu globo,
estou tentando driblar as leis do universo,
mendigando como uma criança assustada.
Quando te olho não queria reconhecer
teu corpo fora do meu.
Eu, que já firmei-me caída e inominável no abismo.
Quando te olho, tensiono te encontrar.
Mas é assim que, finalmente, te perco.”
       
     E já que ficava a aura do que era dito e não somente visto, eu tinha que sentir. Tudo o que o som desesperava dentro de mim -inominável-pálpebras-favos- penetrando no ouvido. E a sua pele que escorria em volta das minhas pernas. Uma leve obsessão. Eu pensava em tudo o que poderia ter sido. Tudo o que não. Eu queria ser outra pessoa depois de você. Mas o olho. Mas a febre do azul. Mas.
 
     A minha linha da vida. Ela era profunda e caminhava até o monte da Lua.
 
 
Mariane Cardoso

 

Paix,

Minhas preocupações, meus devaneios, minhas loucuras e a minha falta de amor próprio me deprimem.

Em vários momentos me preocupo demais com o futuro, acho até que assim esqueço o presente, e de uma forma um pouco imatura e medrosa, acabo vivendo no passado.

Meus devaneios, minhas loucuras e complicações me fazem imaginar vidas ilusórias, sofrer por antecipação, me preocupar com tudo e me desgastar por nada.

E a minha falta de amor próprio, acredito eu, é causada pelos meus cálculos de distribuição errados. Dou amor demais ao mundo. Não recebo o suficiente para tampar o buraco que fica quando amo, e eu sempre amo.

“Não me falta amar, me falta amor”

Um abraço pode salvar o mundo.

Mil abraços para você salvar o seu mundo, 

Vide.

Sentir é um exagero necessário

Toda vez que eu preciso pensar eu tento ao máximo te esquecer. Minha sanidade não está na parte que te deseja. E tem momentos que todas as partes de mim te desejam.
Não penso. Sou movida por sentimentos e emoções. E tudo isso faz com que eu aja muito mais do que tudo. Não paro. Nem quando a dor me invade. Não penso, não sei quando a dor é física ou imaginária.
Não me comovo tanto quanto minha mente sensível se comoveria. Talvez meu coração seja meio esnobe.
Intensifico muito, tudo.
Mas sinto uma vontade insuportável de ajudar quando alguém precisa, mesmo sabendo que eu preciso, mas que não me ajudo.
Eu sinto. Sinto muitíssimo, todos os dias, por sentir demais.

(Mas quem é de menos me apavora mais que eu mesma me apavoro).

Apressemo-nos

sateliteestelar:

Já não resta muito tempo, os sonhadores mais realistas já estão a caminho.

Já não resta muito mais além de fantasias ensaiadas, sentimentos condicionados e fórmulas mudas de significado.

Já não resta muito tempo, portanto apressemo-nos. Deixemos de lado essa vida de dores e lamúrias. Guardemos nossa energia para sonhar alto.

Já não restam muitas evidências, mas as ideias continuam lá; continuam aqui, com a devida escolta da revolta.

C. Magni

Bukowski ficaria orgulhoso

anarquismos:

Somos poetas mirins e sonhadores profissionais,

Somos palavras sozinhas que juntas fazem sentido
Somos dezenas, centenas, milhares
Quem sabe a gente mude algo desses lugares que precisam de mudança
Nosso progresso não tem muita ordem
No fundo da sala a luz não nos alcança mas nosso amor não há de ser em vão.

(Source: lenda-urbana)

(Source: brain-d-a-m-a-g-e, via brain-d-a-m-a-g-e)